Donos de cinco empresas funerárias de Sarandi (7 quilômetros de Maringá) realizaram ontem um protesto pelas ruas da cidade, reclamando contra a falta de uma central de serviços funerários. Eles alegam que apenas duas funerárias da cidade têm privilégios na contratação dos serviços e que o Hospital Metropolitano de Sarandi estaria beneficiando estas empresas.
De acordo com o empresário Edilson Carlos Lanzoni, a concorrência é desleal em Sarandi no setor de serviços funerários. Ocorrem na cidade cerca de 35 óbitos por mês. Deste total, segundo ele, aproximadamente 30 funerais são atendidos pelas duas empresas da cidade.
Comissão Renato Baiola, dono de funerária, diz que há quatro anos os proprietários de funerárias lutam pela regulamentação da lei municipal de 1993, que cria uma Central de Serviços Funerários. ‘‘Existe até uma comissão que foi formada para avaliar os problemas das funerárias e criar um rodízio dos serviços, mas esta comissão não faz nada’’, reclama.
Atualmente existem na cidade sete empresas funerárias. As duas que estariam sendo beneficiadas com a garantia da maioria dos serviços pertencem a um só proprietário. Segundo Baiola, a central de serviços funerários poderá acabar com o problema porque estabelecerá o sistema de ‘‘fila’’ entre as funerárias. ‘‘Tem que haver uma organização, porque senão nós vamos ficar na frente dos hospitais’’, diz.

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