Começa a vigorar hoje o novo sistema de seleção do Serviço Funerário Municipal. Na prática, o que muda é apenas a forma de escolha das 21 funerárias de Curitiba, que deixa de ter uma sequência fixa –como a praticada no sistema de rodízio– e passa a ser aleatória, por meio de programa informatizado. A intenção é impedir que as empresas saibam antecipadamente de quem será a vez de prestar o serviço para evitar fraudes.
De acordo com a assessoria da prefeitura, o sistema baseia-se num processo matemático randômico, que evita que a mesma funerária seja escolhida duas vezes. A seleção será feita no momento em que a pessoa procurar o Serviço Funerário Municipal e poderá ser acompanhada por representantes das funerárias e do sindicato que representa os estabelecimentos.
A regulamentação da escolha das funerárias, segundo a assessoria, vem sendo adotada desde 1987 para evitar a ‘‘disputa por cadáveres’’. A livre escolha dava margem para que as empresas assediassem familiares de mortos em hospitais e no Instituto Médico Legal para garantir a prestação do serviço.
A CPI das funerárias apontou que, mesmo com o rodízio, os proprietários vinham burlando o sistema. As primeiras denúncias de monopólio de funerárias foram feitas pela Folha. A Câmara, por pressão de alguns vereadores, aprovou a constituição de uma CPI. A comissão no entanto, levou cerca de seis meses para ser formada. Um dos questionamentos dos vereadores, é que o rodízio eletrônico não vai ajudar em nada, uma vez que um mesmo grupo é dono de várias funerárias.
A prefeitura estima que, em média, 40 pessoas morrem em Curitiba todos os dias. Cerca de 10% dos funerais são realizados, gratuitamente, para famílias carentes. A escolha das funerárias para os enterros gratuitos também entrarão no sistema de escolha aleatória e terão uma lista à parte.
A assessoria explicou ainda que os serviços considerados obrigatórios –de preparação do corpo, urna, suporte de urna e transporte– prestados pelas funerárias são tabelados pela Prefeitura de Curitiba. Em tese, não há como as pessoas pagarem mais pelo mesmo serviço. Já os serviços opcionais como véu, aluguel de capela e flores não são controlados pelo município e as pessoas podem escolher a empresa que oferecer o melhor preço. O funeral mais simples custa R$ 113,00 e o mais sofisticado R$ 4.350,00.

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