Funerárias de Arapongas serão fiscalizadas pela prefeitura
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
As seis funerárias que prestam serviços em Arapongas (Norte) terão seus serviços fiscalizados com mais rigor. A ação será coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Trânsito, que resolveu alterar a dinâmica de funcionamento para evitar ''disputas''. Em Cambé, o grande número de estabelecimentos é questionado pelos próprios empresários.
De acordo com o sub-secretário de Segurança Pública e Trânsito, major Arnaldo Sebastião, o novo esquema de plantão deve começar em 30 dias. Até lá, as empresas terão de apresentar documentos na secretaria para comprovar que estão atuando de forma regular. ''Eles também deverão apresentar uma análise do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que mostrará se todas estão funcionando sem nenhum problema ao meio ambiente'', disse.
Sebastião explicou um funcionário da secretaria será o responsável por atender as ligações dos hospitais, que comunicarão os casos de óbitos. ''Esse funcionário entrará em contato com as funerárias'', explicou, informando que após o expediente, o serviço será feito pelo funcionários da Central da Guarda Municipal. Ainda segundo o major, as famílias dos mortos poderão optar por outra funerária caso não queira escolher aquela que estiver de plantão.
Há cerca de dois anos, segundo Sebastião, problemas sérios foram registrados, já que as funerárias ''disputavam corpos''. Com uma população de 100 mil habitantes, morrem cerca de 150 pessoas por mês.
A gerente de uma funerária, Maria Madalena Carneiro, acredita que o novo sistema deve melhorar a rotina dos atendimentos. ''Já respeitamos os plantões. O que vai mudar é que antes não tinha um setor específico da prefeitura para direcionar os atendimentos'', disse. A FOLHA procurou representantes de outras funerárias para comentar o assunto, mas eles preferiram não se pronunciar.
Bagunça
Em Cambé, que também possui cerca de 100 mil habitantes, são cinco funerárias. Para o proprietário de um desses estabelecimentos, José Carlos Sambrano, que há dez anos atua no setor, o negócio ''virou bagunça''. ''Nunce tivemos problemas mas percebo que essa quantidade de funerárias acaba confundindo o morador. Nós ficamos tranquilos porque as pessoas conhecem nosso trabalho. Acho que o grande diferencial é o atendimento, a forma que cada uma das funerárias lida com o cliente; isso deixa a pessoa à vontade para buscar nossos serviços numa outra oportunidade'', disse.
Sideonir Sambrano, 66 anos, trabalha há 23 anos na área e acredita que o grande número de funerárias dificulta na hora do cidadão escolher. ''É um momento complicado para as pessoas e a prefeitura deveria ser mais rigorosa na hora de liberar alvarás'', disse.
O diretor do estabelecimento mais antigo da cidade, José Muçatto, também não vê vantagem no grande número. ''Acho que deveria haver leis mais rigorosas para esse tipo de serviço'', afirmou. O diretor de outra funerária, Edson Aparecido Machado, que trabalha há dez anos no setor, acredita que ''tem espaço pra todo mundo''. Na opinião do diretor de uma rede, ter várias opções é bom para o cidadão.


