O plano funerário Prever conseguiu uma liminar na Justiça para ‘‘furar’’ o plantão das funerárias de Maringá e poder atender os clientes sem pagar a ‘‘taxa de compensação’’. Para não prejudicar as demais empresas, a prefeitura decidiu mudar o esquema de plantão, que adotado há cerca de dois anos acabou com a disputa de corpos pelas funerárias. ‘‘Agora cada empresa atende dentro de seu horário, além de atender os clientes, mesmo no plantão do concorrente, sem as brigas que existiam antes’’, explica o responsável pela administração do cemitério Valdenir José Milles, membro de uma comissão que ‘‘fiscaliza’’ o setor.
O diretor do Prever, Reginaldo Czezacki, calcula que vinha pagando em torno de R$ 11 mil por mês para atender os clientes do plano durante o plantão das outras empresas. ‘‘A Justiça entendeu minha posição e consegui a liminar.’’ Antes da liminar, para atender um cliente no plantão de uma concorrente a empresa tinha que pagar uma ‘‘taxa de compensação’’ de R$ 550. ‘‘Como eu tenho bem mais clientes e atendo uma média de 60 óbitos ao mês, estava acumulando prejuízo.’’ Depois de pagar a taxa, a empresa ainda fazia todo serviço dentro do padrão do plano. ‘‘Eu estava pagando R$ 550 por uma urna que vale no máximo R$ 60’’, compara.
Ele lembrou ainda que em Maringá não existem mais funerárias fora dos planos, por isso não haverá prejuízo para ninguém. Isso porque a liminar, por decisão da prefeitura, foi estendida a todas as empresas. ‘‘Hoje quem está no plantão atende todos os óbitos fora dos planos e as empresas atendem os seus clientes’’, reforça.

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