Funerária é investigada
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segunda-feira, 08 de abril de 2002
Erika Wandembruck Equipe da Folha 
Curitiba - O delegado do 3º Distrito Policial de Curitiba, Nasser Salmen, instaurou inquérito policial ontem para apurar a formação de cartel pela funerária Luto Araucária, localizada em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.
A polêmica começou quando um carro da funerária Santa Cruz, do mesmo dono da Luto Araucária, foi interceptado pela polícia em São Luiz do Purunã (60 quilômetros de Curitiba), quando fazia o transporte do corpo de Maria Capelli, no último sábado.
O corpo tinha sido velado por uma funerária de Curitiba como determina o decreto municipal 696 e estava sendo levado para Piraí do Sul (74 quilômetros de Ponta Grossa) onde seria enterrado, por uma funerária da região metropolitana, o que é proibido. O cortejo só pôde seguir depois que o corpo foi removido para o carro da empresa Vaticano.
A Luto Araucária teve que pagar pelos serviços prestados pela Vaticano, que era a funerária da vez, já que funciona sistema de rodízio na Capital. O corpo estava sendo velado na capela da Vaticano. Mas a Santa Cruz o retirou do local e forjou que ele seria enterrado no Cemitério Santa Cândida, em Curitiba, afirmou Geonísio César Marinho, diretor do Departamento de Serviços Especiais da Prefeitura de Curitiba.
Na versão de Edson Cooper, dono da Vaticano, a Luto Araucária não quis pagar R$ 200,00 pelo transporte, que estaria incluso no seguro. Marinho promete instaurar processo administrativo e penal contra a acusada e a família Capille.
João Luiz Alves, dono da Santa Cruz, disse que a família deu preferência para a Santa Cruz. Cartel existe em Curitiba, onde o cliente não tem opção de escolher quem oferece o menor preço.
A reportagem tentou ouvir a família, mas ninguém atendeu as ligações.


