Londrina - O Fundo Municipal do Meio Ambiente será usado pela primeira vez em uma década com a elaboração do plano de manejo do Bosque Central. O FMMA foi implantado como forma de subsidiar projetos ambientais, uma espécie de reserva financeira para ser investida em unidades de conservação do município e na preservação das áreas de mananciais.
Para o fundo é destinada parte do ICMS Ecológico, multas cobradas pela Sema e recursos obtidos por termos de ajustamento de conduta (TAC).
O Consemma sempre teve autonomia para gerir o FMMA, mas embates políticos impediram ao longo do tempo a aplicação dos recursos. ''A utilização esbarrava na própria Sema. Os projetos emperravam'', lembrou o engenheiro civil Fernando Barros, que presidiu o conselho por seis anos. Hoje ele é membro por indicação do Clube de Engenharia (Ceal).
''Houve uma época em que o município se negava até a informar qual o valor do Fundo. Tivemos que oficiar o Ministério Público para saber qual o montante depositado'', disse o ex-conselheiro, o advogado Camillo Vianna.
O município barrou projetos para revitalização de nascentes, plantio de árvores, projetos educacionais e até para aquisição de equipamentos. ''Uma pena. Não sou favorável ao secretário presidir o Consemma, por ser um órgão paritário. Mas essa atual relação ficou boa e a secretaria está se portando bem. Espero que agora os projetos deslanchem'', afirmou Barros.
''A intenção é fazer fluir. O dinheiro está (depositado) para ser usado para melhoria do bem comum. Esse projeto é o primeiro de muito'', ressaltou o secretário Gilmar Domingues (D.M.).

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