Fundo arrecadou em 1998 cerca de R$ 10 milhões em multas
Fundo arrecadou em 1998 cerca de R$ 10 milhões em multas
No ano passado, o Funrestran (Fundo de Reequipamento de Trânsito do Estado) arrecadou cerca de R$ 10,4 milhões com a cobrança de multas no Paraná. Ao todo, foram aplicadas e cobradas 630.449 multas, uma média mensal de 52.537 multas.
Por dia, foram cobradas no Estado 1.751 multas. Segundo o diretor de operações do Detran, Eliseu João da Silva, os recursos arrecadados com as multas são aplicados na área de policiamento de trânsito, com o investimento em equipamentos, pessoal e cursos de aperfeiçoamento.
Das multas aplicadas, 69% são por infrações graves ou gravíssimas, 19% leves e 12% por infrações médias. Acho que o papel dos agentes de trânsito e policiais rodoviários é exatamente este, notificar e cobrar para evitar as infrações e os acidentes com gravidade, argumenta Silva.
O Detran não faz a aplicação da multa, apenas é o órgão centralizador das notificações e responsável pela cobrança.
Em Curitiba, de janeiro do ano passado até março deste ano, foram expedidas 314.737 notificações e 174.380 multas. Do total das multas, 33% têm origem em lombadas eletrônicas, 35% em áreas de Estar (estacionamento regulamentado), 23,8% foram autos de infração feitos pelo BPtran (Batalhão de Polícia de Trânsito da Capital) e 7,8% emitidas pelos agentes da Diretran (Diretoria de Trânsito da Cidade).
Do total de multas aplicadas, apenas foram pagos 80.151 autos de infração, o que resultaram numa arrecadação de R$ 7,8 milhões.
Deste total, R$ 5,9 milhões ficaram com a Diretran. O restante foi repassado para o Funrestran, Detran (que fica com R$ 12,00 por multa) e Fundo Nacional de Educação para o Trânsito (5% por multa).
Segundo o diretor da Diretran de Curitiba e coordenador do programa Cidadão em Trânsito, José Álvaro Twardowski, a previsão é a de emitir cerca de 300 mil multas este ano na cidade. De acordo com os dados da Diretran, em 1996 foram lavrados 533.596 autos de infração, em 97 foram 531.047 e em 98 381.501.
Estamos reduzindo o número de multas gradativamente, o que demonstra que não estamos pensando apenas na arrecadação, queremos acima de tudo a conscientização do cidadão, argumenta ele.
Apesar da alegação de Twardowski, já estão instaladas em Curitiba 38 lombadas eletrônicas. Até setembro deste ano, estarão em funcionamento 66 radares eletrônicos e 30 câmeras para flagrar os motoristas que passarem em sinais fechados em cruzamentos do anel central da cidade.
Quantitativamente o número de multas tem caído, estamos agora investindo na qualidade destas multas, afirma ele, alegando que os 430 agentes da Diretran e os 580 policiais do BPtran passam por cursos de aperfeiçoamento e são orientados sobre as mudanças no Código. (L.P.)





