Fundepar propõe demolição de escola
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sexta-feira, 05 de março de 1999
Áureo Nogueira 
A Escola Estadual Hugo Simas - a mais antiga de Londrina, fundada há 61 anos - pode ser demolida. A possibilidade foi levantada ontem pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), engenheiro Marcelo Paulino, durante vistoria à escola. Paulino vistoriou também a Escola Estadual Maestro Andrea Nuzzi, em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina).
A visita do presidente da Fundepar ocorreu depois que reportagens publicadas pela Folha, na quarta-feira, revelaram interdição de seis salas da escola cambeense, por falta de segurança, e a mobilização dos pais de alunos do Hugo Simas para reformar salas de aulas.
Paulino, que entre os anos de 75 e 77 estudou no Hugo Simas, pediu uma reunião com as direções da escola e da Associação de Pais e mestres (APM) e outros segmentos para definir o que fazer com o prédio da escola.
Notoriamente, o prédio não atende às modernas exigências arquitetônicas para uma escola. Talvez, demolir e construir um novo prédio seja alternativa melhor do que a reforma, argumentou, preocupado com os custos de uma ampla reforma. A reunião deve ser agendada para os próximos 15 dias.
Durante a vistoria, a diretora Ubiracy Lobo Moreira Silva e o presidente da APM, Jair de Matos, mostraram os problemas mais graves. É necessária uma ampla reforma, desde a correção de algumas rachaduras até a pintura das paredes, passando pela substituição das redes elétrica e hidráulica, apontou a diretora. Ela destacou que no ano passado o governo do Estado prometeu a obra. Já foi até levantado orçamento, e os recursos de aproximadamente R$ 720 mil estariam garantidos pelo Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio (Proem), disse a diretora Ubiracy Silva.
O presidente da Fundepar assegurou que o governo estadual está fazendo o possível e que se a alternativa escolhida for a reforma os trabalhos podem começar até o final do ano ou, no mais tardar, início do ano que vem.
Quanto à escola de Cambé, Paulino entende que a direção escolar se precipitou ao interditar seis salas. As rachaduras não representam nenhum risco à segurança. Colocaria meu filho para estudar nesta escola, afirmou. Ele disse que mantém a interdição de apenas três salas. Mantivemos a interdição parcial porque há um alarme entre estudantes e pais de alunos, mas não há qualquer risco. Mas vamos providenciar a reforma imediatamente.


