Maringá

Marcos NegriniModeloAlunos são conscientizados sobre cuidados com o bem público; preservação de livros é exemploA Escola Estadual Cezar Botelho, de São Jorge do Ivaí (44 km a oeste de Maringá), ficou em primeiro lugar no Programa de Valorização Patrimonial criado pela Fundepar entre os estabelecimentos do Núcleo Regional de Ensino de Maringá. A preservação dos bens escolares e do próprio prédio foi confirmada por técnicos da Fundepar que realizaram vistoria na escola no último dia 22. Em segundo lugar ficou o Colégio Estadual Silvio Barros, localizado no Conjunto Ney Braga, em Maringá. Já o Colégio Estadual Alberto Byngton Jr, também em Maringá, obteve a terceira colocação.
Como premiação pela preservação do patrimônio público, a escola de São Jorge do Ivaí recebeu da Fundepar 480 conjuntos novos de carteiras, um armário para professores, uma mesa de reunião, uma mesa para cozinha e um circulador de ar. Até o início do próximo ano letivo, a escola receberá também 11 mesas de professores, dois armários de aço, cinco escrivaninhas, cinco cadeiras estofadas, quatro mesas para biblioteca e oito mesas e cadeiras para refeitório.
Os dois colégios de Maringá receberam diploma de honra ao mérito pela participação no programa. De acordo com a diretora auxiliar do Colégio Estadual Silvio Barros, Emília Chiqueto Rodrigues, a segunda colocação no programa da Fundepar é o reconhecimento dos esforços de os funcionários, professores e pais dos alunos.
Ela salienta o trabalho das equipes de funcionários e professores, que há alguns anos adotaram medidas de conscientização sobre os cuidados com o bem público. Além disso, diz Emília, a participação da Associação dos Pais e Mestres (APM) também tem sido fundamental para a preservação e melhoria da escola. Ela conta que através da APM, a instituição conseguiu adquirir diversos bens que são utilizados no dia-a-dia do ensino escolar.
Com 1.380 alunos, o Colégio Silvio Barros é considerado modelo em Maringá. Pelos corredores que dão acesso às salas de aula, há floreiras que são cuidadas pelos próprios estudantes. Todas as salas de aula têm cortinas e as carteiras - a maioria doadas pelo Estado desde 1984 - passam por reformas a cada período de um ou dois anos. Embora tenha alunos de 1º grau, as paredes externas do prédio são sempre preservadas limpas.
Outra idéia adotada nas salas de aula do colégio, é o uso de toalhas sobre as mesas para preservá-las. ‘‘Alguns adolescentes ainda riscam as carteiras, mas conseguimos conscientizar a maioria dos estudantes sobre a importância da valorização dos bens escolares’’, explica Emília. A escolha das três primeiras colocadas é feita por técnicos do Núcleo Regional de Ensino.

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