O líder do PT na Assembléia Legislativa, deputado Irineu Colombo, disse ontem que vai encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado requerimento da Assembléia para que o órgão investigue denúncias de desvio de recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério). Segundo Colombo, teriam sido desviados cerca de R$ 30 milhões do Fundef. O valor total do Fundef no ano passado foi de R$ 433 milhões. A inicitiva de Colombo teve o apoio da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), que na tarde de ontem lotou as galerias da Assembléia pedindo mais atenção dos parlamentares na revivindicações da classe.
O diretor presidente da APP-Sindicato, professor Romeu Gomes de Miranda, entregou ontem ao deputado documento contendo várias denúncias, entre elas a falta de apresentação de documentos (como comprovantes de despesas, registros contábeis e demonstrativos gerenciais) aos integrantes do Conselho Estadual de Acompanhamento e Controle Social do Fundef. De acordo com a lei, a Secretaria da Educação tem que fazer a apresentação mensalmente. Conforme a APP, isso não vem ocorrendo.
O deputado Orlando Pessuti (PMDB) apresentou uma emenda ao Orçamento do Estado para 2001 prevendo que seja concedido reajuste a todos os servidores do Estado. Segundo o texto da emenda, o poder Executivo teria que tomar as medidas para ‘‘recompor perdas salariais do funcionalismo público estadual, cujo índice de perdas acumuladas entre agosto de 1995 e outubro de 2000 é de 47,09%’’.
O relator da Comissão de Orçamento, Durval Amaral (PFL) foi à tribuna para explicar que a emenda apresentada pela oposição já está prevista em lei. ‘‘A intenção dessa emenda, que é o aumento de salário de servidores, já está prevista’’, disse. Hoje, o Paraná gasta 66% com os servidores estaduais.
O secretário da Casa Civil, Alceni Guerra, foi procurado pela Folha para falar sobre o assunto, mas não retornou a ligação feita para o seu celular.

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