Da Redação
O empresário Juan Capel Molina, argentino naturalizado brasileiro, morreu na madrugada de ontem em Londrina de insuficiência em múltiplos órgãos aos 77 anos de idade. Cidadão honorário de Londrina, ele morreu no Hospital Evangélico e teve seu corpo sepultado, no final da tarde, no Cemitério Municipal São Pedro (área central).
O prefeito Antonio Belinati (PFL) decretou ontem luto oficial de um dia, pela morte do empresário, dono do tradicional restaurante Casarão, um dos mais antigos da cidade.
Filho dos espanhóis Juan Capel Molina e Elisa Molina Torrecillas, o empresário londrinense nasceu em janeiro de 1923 na cidade de Necochea, na província de Buenos Aires, na Argentina. A família Molina mudou-se para Franca, no interior de São Paulo, quando Juan tinha cinco anos de idade. Os Molina vieram ao Brasil para trabalhar em atividades agrícolas.
Depois da crise econômica mundial de 29 e das dificuldades políticas impostas pelo golpe do Estado Novo, em meados da década de 30, a família muda-se para Londrina, onde adquire um pequeno sítio na região leste, perto de onde está instalado o Hospital Universitário (HU). Ainda na adolescência, Juan Molina começou a trabalhar no ramo de funilaria e mecânica.
Casado, ele se mudou para São Paulo, onde no bairro do Brás abriu uma oficina auto-elétrica que logo conseguiu grande sucesso. Mas, por saudade e vontade de ampliar os negócios, logo voltou a Londrina. Em 1953, em sociedade com um grupo de japoneses, Juan Molina fundou a fábrica de baterias para automóveis Reifor, uma das maiores empresas da cidade nas últimas décadas. Nos últimos anos, ele deixara de ser sócio-proprietário da Reifor. Depois de ter investido no setor de pecuária leiteira por vários anos o grupo, já sob a direção de Wanderley Molina, dedica-se atualmente a negócios no ramo do comércio de alimentação e confecções.
Molina deixou a esposa Ana Maria, o filho Wanderley Pinar Molina e dois netos.