Fundação terá R$ 1,3 milhão para recuperar área
O que começou como um desastre ambiental está se revertendo num projeto ambicioso de recuperação florestal de toda a Bacia do Ribeirão Jacutinga, da qual a Bacia do Ribeirão Lindóia faz parte. Hoje, a Fundação de Apoio à Universidade Estadual de Londrina (Fauel) recebe, do Pool de Combustíveis, R$ 1,3 milhão para a realização e execução do projeto.
O repasse é parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo Pool com o Ministério Público (MP), o IAP e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente em julho deste ano. O acordo foi firmado em decorrência do vazamento de óleo provocado pelo Pool de Combustíveis no primeiro semestre de 2002, e que afetou todo o Ribeirão Lindóia. O acidente causou a morte de um grande número de peixes e outros animais que usufruíam das águas.
A dona de casa Joseni da Silva, 42 anos, proprietária de uma chácara no Conjunto Maria Lúcia (Zona Oeste), ainda amarga o prejuízo do desastre. ''A gente demorou para saber que estava poluído, e acabamos perdendo toda a criação que tínhamos: patos, porcos, mais de 70 galinhas'', recorda. Ela espera que o ribeirão seja liberado para voltar a plantar e criar animais. ''Seria a saída, para a gente que vive sem emprego. Eles (o Pool) tinham que ter pago para nós, não para o governo'', protesta.
Outro prejudicado foi o pedreiro José Reinaldo Ribeiro, 40 anos. Morador do Jardim Palmas (Zona Norte), hoje ele observa desconfiado os animais que bebem a água do Ribeirão. ''Eu não uso mais essa água. Antes, ela me servia para irrigação da horta'', diz.
Das 50 placas colocadas pelo Pool ao longo do Lindóia, alertando a população a não usar a água, quase nenhuma continua em pé. Outras 50 estão sendo encomendadas. O promotor do Meio Ambiente de Londrina, Eduardo Nagib Matni, observa que ''a aplicação de medidas reparatórias e compensatórias por empresas poluidoras é mais vantajosa do que uma ação judicial''.





