Edson GuittiDivisão de Apoio às Estruturas Sociais mantém equipes de recolhimento das 7 às 23 horasA Fundação de Desenvolvimento Social de Maringá tem recolhido uma média de 15 indigentes por dia nas ruas da cidade e está apelando para a comunidade auxiliar no trabalho de encaminhamento. A Divisão de Apoio às Estruturas Sociais, que recolhe os indigentes das ruas, mantém equipes das 7 às 23 horas.
‘‘Já sabemos onde as famílias carentes e desempregados que chegam à cidade se alojam, mas precisamos de ajuda para evitar a medicância’’, explica o chefe da divisão, Jonas Lourenço Silva.
A presidente da fundação, Márcia Socreppa, explica que a maioria dos indigentes recolhidos em Maringá é de cidades vizinhas. Todos são encaminhados ao Albergue Santa Luiza de Marillac, recebem assistência e têm a origem identificada por uma equipe da divisão.
Quando moram em outras cidades, permanecem alguns dias na agrovila do albergue, onde trabalham para comprar a passagem de retorno até a cidade de origem.
Segundo Márcia, a fundação está trabalhando para que a assistência aos indigentes não seja apenas paliativa. ‘‘O objetivo é reintegrá-los à sociedade’’, afirma. Para isso, explica, não basta apenas retirar os carentes das ruas.
A fundação pretende ainda fazer um acordo com o Sanatório Maringá para garantir o atendimento aos indigentes com problemas de alcoolismo e psicológicos. Márcia explica que no albergue já existe um serviço de acompanhamento, mas falta estrutura para garantir um tratamento que proporcione resultados positivos.
Mesmo com todo trabalho realizado pela fundação, existem reclamações do crescimento do número de indigentes nas ruas. Márcia orienta a população a acionar a divisão, através do telefone 221-1441, para auxiliar no serviço de encaminhamento. Fora do horário das 7 às 23 horas, o trabalho é realizado pela Polícia Militar.

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