Fundação pede ajuda para combater Aedes aegypti
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de janeiro de 1997
Lucinéia Parra Sucursal de Maringá 
MUNICÍPIOSChuva constante facilita proliferação do mosquito da dengue
Com poucos funcionários, a Fundação Nacional de Saúde (FNS) depende do apoio das prefeituras para iniciar o trabalho de combate e erradicação do mosquito Aedes aegypti na região de Maringá. A FNS tem equipamento e produto para fazer a pulverização das áreas infestadas pelo vetor mas, na maioria dos municípios, enfrenta dificuldade para manter agentes especialmente treinados para o serviço.
Para conseguir apoio, agentes da FNS de Maringá estão visitando os prefeitos da região. A proposta dos agentes é uma parceria com as prefeituras, que remanejariam servidores públicos. De acordo com o chefe da FNS de Maringá, João Medina, alguns prefeitos da região já se sensibilizaram com as dificuldades do órgão federal e estão emprestando servidores para fazer o trabalho de combate ao Aedes aegypti. Ele afirma entretanto, que é preciso o apoio da maioria dos municípios, já que a FNS só tem 90 funcionários para atender uma região de 64 municípios.
FNS só dispõe de
90 funcionários
para atender
64 municípios
Segundo Medina, a maioria dos municípios está infestada pelo mosquito transmissor da dengue. Ele estima que para um trabalho eficaz de combate ao vetor na região são necessários cerca de 400 funcionários. Ele diz que a FNS tem material suficiente para manter os trabalhos na região.
Em todas as cidades, o índice de infestação do Aedes aegypti está acima do tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%. O problema tende a piorar se não houver um trabalho de combate imediatamente, por causa das chuvas e do clima quente, fatores que contribuem para a proliferação do mosquito. A Prefeitura de Maringá emprestou 20 servidores para a FNS. No total, 40 agentes estão combatendo o Aedes aegypti nos bairros mais infestados da cidade.


