Amedrontados com os riscos atuais da profissão, professores e funcionários da Escola Estadual Mungo Jenes decidiram chegar e sair do prédio com os carros em comboio. A tática, segundo a Associação do Professorado Paranaense (APP/Sindicato) em Londrina, visava coibir ameaças, assaltos e outros crimes.
Na noite de anteontem no entanto, a diretora sequestrada por alunos, Maria de Fátima Gonçalves, chegou atrasada à escola e ficou exposta ao risco. Conforme o presidente local da APP/Sindicato, Nelson Antônio da Silva, o colégio conta com cerca de 300 alunos no período noturno e menos de 20 deles teriam problemas de indisciplina ou com algum tipo de envolvimento em crimes.
Para Silva, a raiz do problema está no abandono da escola pública. ''O colégio não tem biblioteca decente, não tem sala extra para outra atividade nem quadra esportiva coberta. A falta de professores e funcionários também agrava o problema da violência, porque é uma agressão o aluno ir para a escola e não ter aula porque não tem professor'', analisou o sindicalista. Ele revelou que um único funcionário seria o responsável por cuidar do portão, fazer merenda e limpar as salas no período noturno.
A APP/Sindicato tem discutido com cada vez mais insistência a violência nas escolas desde o ano passado. Em Londrina, por causa de agressões e ameaças contra professores, foi formada uma comissão para discutir o problema e no próximo dia 20, no auditório do Hotel Sumatra, haverá um seminário sobre o tema reunindo diferentes autoridades e entidades.

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