Curitiba Funcionários da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar), lotados no Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba, decidiram ontem, em assembléia, suspender a greve iniciada no último dia 22. A suspensão do movimento foi imposta pela direção da Funpar e HC para que se iniciassem as negociações do acordo coletivo de trabalho. A primeira reunião entre representantes dos funcionários e Funpar está agendada para a manhã de hoje.
Ontem, a comissão patronal de negociação entregou ofício ao Sinditest, reconhecendo o sindicato como representante dos funcionários. Esta era uma das reivindicações do comando de greve para suspender o movimento.
Apesar de reconhecer o Sinditest como representante legal, no documento, a comissão patronal tece duras críticas à forma de atuação do sindicato. ''O exercício da atividade sindical por parte de suas lideranças vem se pautando por uma escalada de desrespeito à instituição, às pessoas que assumem a responsabilidade de dirigi-la e, o que é pior, à comunidade assistida pelo HC...'', descreve o ofício.
O presidente do Sinditest, Antônio Néris de Souza, disse que se a proposta não atender as expectativas dos funcionários, a paralisação poderá ser retomada.
A pauta de reivindicações dos servidores inclui reposição salarial de 18,75%, correspondente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos últimos 12 meses, reajuste de 26% no vale-alimentação, hora-extra de 100% e manutenção da carga horária de 30 horas semanais. No ano passado, segundo Néris, os funcionários tiveram reajuste médio de 6,5%.
Durante os seis dias de greve, o funcionamento do HC foi normal. A baixa adesão ao movimento, segundo a direção do hospital, não comprometeu o atendimento aos pacientes na grande maioria dos setores. A exceção foi o setor de oftalmologia que, no segundo dia de paralisação, deixou de receber novas internações.

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