Funcionários rejeitam acordo em 1º de Maio
PRIMEIRO DE MAIO - Os servidores públicos de Primeiro de Maio (61 quilômetros ao norte de Londrina) não aceitaram o acordo proposto ontem pelo prefeito José Devaldo Pedrinelli (PTB) e mantiveram a paralisação da categoria, que começou anteontem. Pedrinelli propôs pagar uma parcela do 13º no próximo dia 30 e um dos salários atrasados até o início de dezembro. Eles não receberam os pagamentos de setembro e outubro.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores, Ismael Benito Pereira, os funcionários só voltam ao trabalho mediante o acerto dos dois pagamentos em atraso. A dívida acumulada com os servidores é de R$ 264 mil. O prefeito, que esteve reunido ontem pela manhã com os funcionários, afirmou que tentaria um empréstimo do governo Estadual. Porém, os funcionários não querem esperar.
Compromisso Em Jacarezinho (150 quilômetros de Londrina), o promotor de justiça, Paulo Bonavides, interveio na prefeitura através de um compromisso formal para que a folha de pagamento seja acertada. Parte dos servidores está sem receber há 3 meses.
O prazo dado pela promotoria para o acerto terminou ontem. O setor mais prejudicado pelo atraso salarial é a Câmara de Vereadores. Segundo o assessor legislativo João Batista Klen, a dívida com os funcionários da Câmara é de R$ 190 mil.
Ele informa que alguns vereadores não recebem há três meses, enquanto outros já receberam salários até o final do ano. Só pode ser intriga política, acusou Klen. O prefeito Emannuel Gonçalves Vieira (PPB) e o secretário de Finanças, Airton José Setti Nogueira, não foram encontrados ontem.





