Funcionários que falsificaram diplomas serão exonerados
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de janeiro de 1998
Paulo Ubiratan 
A corregedoria da Polícia Civil do Paraná está finalizando um dossiê para exonerar 26 funcionários do órgão que falsificaram o certificado de conclusão do 2º grau para o concurso de investigador e escrivão de polícia em 1994. A maioria dos policiais envolvidos na falsificação está trabalhando em Curitiba e Londrina.
Os nomes dos envolvidos não foram revelados sob alegação de que o relatório da corregedoria da Polícia Civil ainda não foi concluído. Segundo o delegado Luis Gilberto da Silva, da assessoria do delegado geral da Polícia Civil, falta apenas a resposta de uma consulta à Procuradoria Geral do Estado para proceder as exonerações.
O Conselho da Polícia Civil solicitou à Procuradoria para que o instruísse como devem proceder as exonerações. Foi consultado se será necessário um procedimento administrativo (os envolvidos terão direito à defesa) ou as demissões poderão ser feitas sumariamente, explicou Luis Gilberto. Ele afirmou que as denúncias foram feitas na época da conclusão do concurso e as investigações provaram que realmente ocorreram as falsificações.
Todos os casos foram checados junto às escolas, cujo os nomes foram criminalmente usados para as falsificações. Por documentos, as direções destas instituições de educação nos informaram que o nome dos respectivos concursados não constavam em seus registros escolares.
Os diplomas eram fornecidos com nomes falsificados de colégios tradicionais de Curitiba, Londrina e Ponta Grossa e até do Estado de São Paulo. Além da exoneração funcional, os policiais responderão inquérito policial por falsificação de documentos públicos e falsidade ideológica.
Luis Gilberto garantiu que as investigações continuam para apurar também quem forneceu os diplomas falsos. Ele não quis revelar o nome do principal implicado para não prejudicar o trabalho da polícia. A Folha apurou que a maioria das falsificações teriam sido feitas em Londrina. O preço das falsificações oscilavam entre R$ 50,00 e R$ 100,00. A mesma fonte afirmou que se o pedido do diploma fosse intermediado por algum delegado a falsificação poderia ser feita gratuitamente.


