O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Fazenda Rio Grande denuncia a demissão coletiva de 200 funcionários sem justa causa. De acordo com o presidente da entidade, Jorge Mehl, as demissões, que ocorreram em março, foram provocadas por motivos políticos. Porém, a assessoria de imprensa da prefeitura afirma esses servidores foram dispensados, porque o concurso público que os efetivou foi parcialmente anulado pelo Tribunal de Contas por irregularidades.
Segundo Mehl, a prefeitura demitiu os funcionários que foram nomeados antes do desmembramento do município de Mandirituba. Também se dispensou aqueles indicados na gestão passada, pelo ex-prefeito Geraldo Cartário Júnior. Para o presidente do sindicato, estaria havendo favorecimento nesse processo, porque alguns funcionários que passaram no mesmo concurso permanecem no cargo. Ele informa que foram demitidos desde zeladoras até professores.
Mas a prefeitura afirma que as demissões foram parciais, seguindo a Resolução 19164/98 do Tribunal de Contas. De acordo com relatório do TC, na contratação dos aprovados, em 1994, foram chamadas pessoas que não estavam inscritas no concurso. Além disso, efetivaram-se candidatos que não obtiveram as notas mínimas, desrespeitando a lista dos aprovados. quanto aos professores foi feito a contratação pelo período de 40 horas semanais, quando no edital se permitiu a contratação de 20 horas.
A assessoria da prefeitura informa que 240 pessoas foram exoneradas, dessas 112 professores. Para repor este pessoal, a prefeitura realizou novo concurso. Antes, conseguiu uma autorização para estender o contrato do professores até o final do ano letivo. Com isso, este semestre foram chamados professores para susbstituir as janelas de algumas escolas.
Para a assessoria, as denúnicas têm motivação política. De acordo com a prefeitura, o sindicato de Jorge Mehl não estaria legalizado, sendo que a representação sindical que defende os servidores é o Sindicato dos Servidores Municipais de Fazenda Rio Grande.

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