Os 29 funcionários - entre educadores e pessoal de apoio - que trabalham na Escola Ofincina de Londrina suspenderam as atividades, na tarde de ontem, em protesto contra o atraso no pagamento dos salários de novembro e a perspectiva de não recebimento dos salários de dezembro e do 13º salário. Os salários de novembro deveriam ter sido repassados até a última sexta-feira pelo governo do Paraná à Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da unidade.
As 123 crianças e adolescentes que estudam e são diariamente atendidos na Escola Oficina foram dispensados logo após receberem o almoço. Hoje, é feriado municipal em Londrina, em comemoração ao Dia da Padroeira, Nossa Senhora da Imaculada Conceição. O coordenador-pedagógico da escola, Sílvio Ribeiro, disse esperar que amanhã a unidade volte a funcionar normalmente em período integral. ‘‘Uma comissão foi a Curitiba tentar resolver este impasse; e aguardamos para a quarta-feira uma resposta positiva’’, comentou.
A presidente da Acalon, Leozita Baggio Vieira, embargou para Curitiba, onde vai tratar hoje do assunto com a Secretária Estadual de Assuntos da Criança e da Família, Fani Lerner, e com diretores do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp). ‘‘Os recentes decretos do governo definiram por uma economia nos convênios, mas não pelo corte total em seus recursos. Alguém deve estar interpretando mal as determinações nos órgãos em Curitiba. Vamos ver se resolvemos esta situação o mais rápido possível’’, ressaltou.
Os recursos do Estado vêm para a Acalon - que mantém em funcionamento também duas casas-abrigos e o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) - através de convênios firmados com o Iasp. Na Escola Oficina, as crianças e adolescentes aprendem em cursos teóricos e práticos de informática, artes, costura industrial e outros. A entidade atende 30 adolescentes nas casas-abrigo e 24 no Ciaadi.

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