‘‘Se o guarda aparecer aí hoje à tarde nós vamos atirar nele’’. Foi depois de mais essa ameaça, recebida na manhã de ontem, que os funcionários da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maracanã (Zona Oeste de Londrina) resolveram fechar o posto até conseguir melhores condições de segurança.
  Depois, cerca de 20 funcionários dirigiram-se à Secretaria Municipal de Saúde para pedir providências, reunindo-se com a diretora executiva Margaret Shimiti. ‘‘Não podemos trabalhar nessas condições. Já há algum tempo marginais vêm riscando carros de funcionários, jogando pedras, furando pneus, não temos segurança’’, relata José Luis Bordin, dentista da unidade. Na semana passada, os vândalos esfregaram fezes no veículo do posto de saúde.
  Os trabalhadores da unidade não imaginam quem pode estar por trás dos atos de vandalismo e das ameaças. Para o presidente da Associação de Moradores dos conjuntos Maracanã e Panissa, Aparecido Alves Junior, é possível que sejam crianças da redondeza ou pessoas com problemas pessoais com determinados funcionários. ‘‘Realizamos uma reunião recentemente, em que eu pedia mais segurança para o posto e o remanejamento de determinados funcionários, que vêm desagradando a população’’, conta.
  Durante a reunião, foi discutida a possibilidade de se aumentar a altura do muro ao redor da UBS e adiantar o horário de entrada dos vigias da noite, para que estes acompanhem a saída dos funcionários às 19 horas. ‘‘Já tivemos problemas semelhantes em outras unidades localizadas em áreas de risco e resolvemos conversando com membros da comunidade’’, explicou a diretora executiva.
  No período da tarde lideranças da comunidade se reuniram com representantes da Secretaria de Saúde, UBS e Companhia de Habitação (Cohab) para discutir o problema, e ficou decidido que os moradores da região vão colaborar com a segurança do posto. O município, por sua vez, vai providenciar a capina e roçagem do mato nas proximidades e o aumento do muro. Segundo a coordenadora da UBS, Nilva Justi, o posto de saúde deve voltar a atender normalmente hoje. A unidade tem 48 funcionários, que atendem a cerca de 300 pessoas por dia.(Colaborou Silvana Leão)

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