Funcionários fazem greve na Unioeste
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quarta-feira, 19 de maio de 1999
Paulo Pegoraro 
Funcionários técnico-administrativos do câmpus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) paralisaram atividades em todos os câmpus regionais da instituição em protesto contra a falta de implantação do Plano de Carreira. A paralisação começou por Cascavel, como alerta, na terça-feira, mas ontem estendeu-se por Toledo, Marechal Cândido Rondon e Foz do Iguaçu.
A Unioeste tem 1.032 servidores. O Plano de Carreira foi aprovado por lei estadual há 2 anos para todas as instituições de ensino superior do Estado, mas ainda falta regulamentação. O protesto é liderado pela Associação dos Funcionários da Unioeste/Cascavel (Afuvel) e Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste).
Segundo Vera Schmidt, presidenta da Afuvel, os servidores não sabem de quem devem cobrar a implantação do Plano, que prevê ascensão funcional e salarial. Recursos para isso estariam garantidos desde março, quando o governo concedeu autonomia de gestão financeira e administrativa às instituições de ensino superior.
Os dirigentes das entidades dos trabalhadores, no entanto, relatam que a reitoria transfere a questão para a responsabilidade da Secretaria de Ensino Superior, porque a autonomia ainda não é plena - o que só deve ocorrer no próximo ano. A reitora em exercício, professora Tania Lupatini, disse ontem que a Unioeste está buscando pareceres jurídico e técnico sobre a questão, porque inicialmente não temos legitimidade para deliberar sobre o assunto.
O reitor Erneldo Schallemberger está em Brasília, e a vice-reitora Liana Fuga está em férias. À tarde, a reitoria distribuiu nota na qual afirma estar solidária à causa dos servidores, porque sua reivindicação é justa. No entanto, a reitoria esclareceu que depende diretamente da regulamentação da lei de 97, que instituiu o Plano de Carreira, para professores e também para servidores técnico-administrativos das universidades.


