Funcionários técnico-administrativos do câmpus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) paralisaram atividades em todos os câmpus regionais da instituição em protesto contra a falta de implantação do Plano de Carreira. A paralisação começou por Cascavel, como ‘‘alerta’’, na terça-feira, mas ontem estendeu-se por Toledo, Marechal Cândido Rondon e Foz do Iguaçu.
A Unioeste tem 1.032 servidores. O Plano de Carreira foi aprovado por lei estadual há 2 anos para todas as instituições de ensino superior do Estado, mas ainda falta regulamentação. O protesto é liderado pela Associação dos Funcionários da Unioeste/Cascavel (Afuvel) e Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste).
Segundo Vera Schmidt, presidenta da Afuvel, os servidores não sabem de quem devem ‘‘cobrar’’ a implantação do Plano, que prevê ascensão funcional e salarial. Recursos para isso estariam garantidos desde março, quando o governo concedeu autonomia de gestão financeira e administrativa às instituições de ensino superior.
Os dirigentes das entidades dos trabalhadores, no entanto, relatam que a reitoria transfere a questão para a responsabilidade da Secretaria de Ensino Superior, porque a autonomia ainda não é plena - o que só deve ocorrer no próximo ano. A reitora em exercício, professora Tania Lupatini, disse ontem que a Unioeste está buscando ‘‘pareceres jurídico e técnico’’ sobre a questão, ‘‘porque inicialmente não temos legitimidade para deliberar sobre o assunto’’.
O reitor Erneldo Schallemberger está em Brasília, e a vice-reitora Liana Fuga está em férias. À tarde, a reitoria distribuiu nota na qual afirma estar ‘‘solidária à causa dos servidores’’, porque sua reivindicação ‘‘é justa’’. No entanto, a reitoria esclareceu que depende diretamente da regulamentação da lei de 97, que instituiu o Plano de Carreira, para professores e também para servidores técnico-administrativos das universidades.

mockup