Funcionários esclarecem paralisação à comunidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de junho de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina Especial para a Folha 
Os funcionários grevistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Londrina estarão hoje de manhã prestando esclarecimentos à população na região dos Cinco Conjuntos (zona norte). Para isso, eles montarão uma barraca em frente à agência do Banestado na Avenida Saul Elkind que funcionará das 9h30 às 13 horas. Vamos explicar quais as razões da nossa paralisação e dos problemas enfrentados pelos segurados diariamente, disse Maurício Borges, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Previdência, Trabalho e Assistência Social (Sindprevs-Londrina).
Segundo Barros, no Paraná a greve dos servidores do INSS atinge 60% da categoria em Londrina e Curitiba, cidades pólo no Estado. Com isso, deixaram de ser realizadas perícias médicas, reabilitação profissional, atendimento ao idoso, concessão e revisão de benefícios. Em Londrina, essa situação afeta, pelo menos, mil pessoas diariamente.
Graças à Internet, o setor de arrecadação não tem sofrido muito. Matrículas, emissão de certidões negativas, cálculo de contribuições e baixa de empresas e obras podem ser feitas através do site: www.mps.gov.br. Na região, mais informações podem ser obtidas pelo fone: (43) 342-6502, disse o chefe do serviço de arrecadação e fiscalização do INSS, Adalberto José Floro da Silva.
Conforme o diretor do Sindprevs-Londrina, a paralisação é nacional e atinge todos os servidores federais desde o dia 10 de maio. Até agora, mais de 300 mil pessoas aderiram ao movimento. Há mais de um ano eles reivindicam estabelecimento de uma data-base, que foi abolida no governo de Fernando Henrique Cardoso; reposição salarial de 64% referente aos últimos seis anos; contratação de mais funcionários através de concursos públicos; pagamento de ações trabalhistas e mudança na jornada de trabalho de 8 horas/dia para dois turnos de seis horas.
Estamos em negociação constante com o governo, mas até agora não recebemos qualquer contraproposta. Enquanto nada for apresentado não voltaremos ao trabalho, disse Barros.


