Funcionários dos Correios rejeitam proposta
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de setembro de 2005
Ellen Taborda<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários dos Correios do Paraná rejeitaram a proposta feita na última sexta-feira pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, para por fim à greve iniciada na última quarta-feira. Para o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), a alternativa apresentada pelo TST pouco difere do que a empresa já ofereceu.
A proposta do TST é de abono linear de R$ 800 aos 108 mil funcionários em todo País, 8,5% de reajuste salarial a partir de 1º de agosto e outros 3,61% em fevereiro. O ministro estipulou o prazo para a resposta até o meio-dia de amanhã. Mas assembléias realizadas ontem pela manhã em Curitiba, Maringá e Cascavel já descartaram a proposta e mantêm a greve por tempo indeterminado.
Segundo o secretário de Finanças do Sintcom, Sebastião Cruz, abono é proposta que o trabalhador ''não quer nem ouvir falar''. A proposta feita pela empresa antes da deflagração da greve é de 8% de reajuste já e mais 3,9% em janeiro de 2006, abono de R$ 600 e vale-alimentação de R$ 14. Os funcionários reivindicam reajuste de 47,17%, vale-alimentação de R$ 20 e piso salarial de R$ 932. O sindicato vai entrar amanhã com recurso contra a liminar obtida pelos Correios na Justiça do Trabalho que assegurar o direito de circulação dos veículos e acesso de funcionários e clientes nas agências de Curitiba e de sete municípios da região metropolitana.
Os grevistas também vão recorrer à 15 Vara do Trabalho de Curitiba, para estender a liminar que proíbe que a empresa de contratar novos funcionários temporários.


