Funcionários doam
alimentos para os
mais necessitados
Ontem, no quarto dia de paralisação do setor de transporte da Usina Central, os motoristas e tratoristas continuavam em vigília nos portões da empresa, tentando negociar um acordo com a direção para receber os salários atrasados. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina conseguiram apresentar uma pauta de reivindicações para a direção, mas não houve resposta ontem.
‘‘A gente está sem crédito na cidade. Não conseguimos comprar nada a prazo e nem trocam nossos cheques com medo de perder dinheiro’’, comentou um dos grevistas que não quis ser identificado. Os grevistas afirmam que há famílias que não têm nada para comer em casa. ‘‘Já tivemos crises anteriores. Mas eram contornadas com o mercado da Usina que abastecia as casas em troca dos salários atrasados. Agora, nem isso.’’
Ontem de manhã, os trabalhadores em greve se organizaram e juntaram alguns quilos de alimentos para distribuir às famílias mais necessitadas. ‘‘É gente com pouco dando para quem não tem nada’’, disse um grevista.
A Usina Central emprega cerca de sete mil funcionários, sendo cerca de 800 do setor de transporte. Além de Porecatu, outros 11 municípios paranaenses dependem, ainda que indiretamente, da economia em torno da Usina. (A.S.)

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