Curitiba Doze funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba estão com suspeita de terem contraído o bacilo da tuberculose, doença classificada pela Secretaria Municipal de Saúde como reemergente. Eles tiveram contato com uma funcionária do IML que contraiu a doença, há cerca de um mês, e está agora afastada para tratamento. Um exame (prova de tuberculina) foi realizado entre os suspeitos e foram detectados os reatores, pessoas que tiveram contato com o bacilo.
A diretora de Epidemiologia da Secretaria, Karen Luhm, explicou que o bacilo da tuberculose pode ficar latente no organismo por anos, sem desencadear a doença, cujo período de encubação é de quatro a 12 semanas. ''A manifestação também pode se dar por reativação de foco, ou seja, basta a pessoa ter entrado em contato com o bacilo uma única vez para manifestá-la. Neste caso, a manifestação pode ocorrer devido a alguma deficiência nutricional, alcoolismo, imunidade baixa, stress.'' Mesmo assim, a secretaria está investigando o foco da doença.
A funcionária contaminada denunciou que estaria doente pela falta de higiene no IML. Segundo Karen, a Vigilância Sanitária detectou situações irregulares de higiene no local e a direção do instituto se comprometeu a saná-las gradativamente. Ela informou que a Vigilância Sanitária teria sido acionada, inclusive, pela própria diretoria do IML, que pedia uma avaliação das condições sanitárias.
Os funcionários suspeitos passarão agora por um exame clínico detalhado que poderá detectar, mesmo sem ter sido concluído o período de incubação, se a doença pode estar se manifestando. Eles também serão orientados a procurar imediatamente a secretaria se manifestarem algum sintoma.
A Folha tentou contato com o diretor do IML, Carlos Ehlke Braga Filho, mas foi informada que ele não daria entrevistas.
A cada ano são detectados cerca de 600 novos casos de tuberculose na Capital.

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