Funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina se reuniram ontem à tarde com o delegado geral da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro, para discutir as deficiências do órgão na cidade. Segundo o chefe do IML em Londrina, Antonio Carlos de Queiroz, a reposição de funcionários é prioritária. ‘‘Também precisamos de veículos e combustível’’, disse.
Durante a reunião também foi discutida a proposta de criação da Polícia Científica pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná. A criação do órgão unificaria os institutos de perícia, de medicina legal e de criminalística e identificação, que hoje são atrelados à Polícia Civil.
A reunião adiantou a discussão do tema que será tratado durante o 1º Encontro de Funcionários dos Institutos de Perícias Oficiais do Paraná, IML, Criminalística e Identificação, nos dias 26 e 27 deste mês, em Londrina. O evento acontecerá no anfiteatro da Associação Médica (Praça 1º de Maio, 130), das 19 às 23 horas na sexta-feira e das 9 às 12 horas no sábado. Os organizadores esperam reunir mais de 150 profissionais de todo o Estado.
De acordo com o perito criminal de Londrina, Marco Antonio Otta, um dos organizadores do evento, as propostas que surgirem durante o encontro serão encaminhadas ao governo do Estado, à Secretaria de Segurança Pública e à Assembléia Legislativa, como sugestões e subsídio para a criação da Polícia Científica. Uma das reinvidicações da categoria é a desvinculação destes órgãos da Polícia Civil. ‘‘Com isso o atendimento ficaria mais ágil, pois acabaria a burocracia para atender solicitações da Polícia Militar, Bombeiros e até do Ministério Público’’, disse.
O perito explicou que com a criação da Polícia Científica, o órgão teria recursos previstos dentro do orçamento do governo. ‘‘Hoje a Polícia Civil tem outras prioridades para investir, como armamentos e viaturas, e o IML, a criminalística e a perícia ficam sucateados, sem laboratórios e equipamentos de pesquisa’’, afirmou.
O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro, acredita que a idéia de criar a Polícia Científica tem que ser amadurecida e estudada. ‘‘A unificação dos órgãos precisa ser bem analisada, temos que ver como a Polícia Científica funcionaria, com que estrutura e em que condições. O trabalho do IML, da criminalística e da perícia é muito importante e realmente existe uma carência em recursos técnicos, profissionais especializados e laboratórios. Nós precisamos acompanhar o avanço tecnológico na área’’, disse.

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