Cerca de 250 funcionários do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) fizeram ontem um protesto na frente da sede da instituição para reivindicar reposição salarial e contratação de pessoal. Os manifestantes explicaram aos motoristas que passavam pela marginal da PR-445 os motivos do movimento. Eles cobram um posicionamento do Governo do Estado sobre as reivindicações.
De acordo com os funcionários, o Iapar está há oito anos sem reajuste salarial, 15 anos sem contratação de pessoal e 120 dias sem diretor-presidente. Na terça-feira, três diretores pediram exoneração dos cargos. ''O tempo sem nenhum tipo de reajuste resultou em 82% de perdas salariais acumuladas'', salientou o contador Elvison Aparecido Domingues.
A instituição tem 813 funcionários no Estado, cerca de 400 deles apenas em Londrina. Os servidores também cobram do governo informações sobre a tramitação do Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos (PCCV). ''Até agora não tivemos nenhuma resposta. Só promessas'', alfinetou Domingues.
O diretor geral da Secretaria Estadual de Agricultura, Newton Pohl Ribas, rebateu a informação. Segundo ele, os funcionários são mantidos informados sobre a tramitação do PCCV. O projeto está na fase de análise na Casa Civil, última instância antes de ser enviado para apreciação da Assembléia Legislativa.
''Para contratar pessoal e reajustar salários, é preciso que o PCCV seja aprovado na Assembléia'', advertiu Ribas. Ele acrescentou que o governo está estudando um plano de reestruturação e fortalecimento do Iapar. Ressaltou ainda que o governador Roberto Requião (PMDB) teve há 15 dias uma reunião com uma comissão de servidores da instituição.
Enquanto o PCCV não é aprovado, o Iapar sofre com a falta de investimentos. Um exemplo prático é a permanência de cinco pesquisadores aposentados trabalhando como voluntários. ''A pesquisa de melhoramento de trigo é feita por dois voluntários. Se eles deixarem a instituição, o conhecimento vai com eles. Só não fazem isso por amor à pesquisa'', ressaltou Domingues.

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