Funcionários do Evangélico também ignoram protesto
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de agosto de 2001
Célia Guerra<BR>De Londrina 
Funcionários do Hospital Evangélico (HE) de Londrina também não aderiram ontem ao protesto com duas horas de paralisação, convocado pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SinSaúde). A manifestação seria um alerta à classe patronal, que se mantém irredutível em conceder reposição salarial de 7,07% referente à inflação acumulada dos últimos 12 meses. O protesto só teve apoio no Instituto do Câncer, na última quinta-feira. Na Santa Casa, na sexta, fracassou.
Uma funcionária do Evangélico disse que os empregados temiam o não-pagamento dos salários atrasados, previsto para ontem. Há mais de um ano, segundo ela, a instituição só paga com atraso. A presidente do SinSaúde, Ana Maria da Cruz, informou que o sindicato estuda outras alternativas de manifestação.
O diretor-geral do hospital, Antônio Carlos Ribeiro, que é também presidente do sindicato patronal, garantiu que não houve pressão. Ele não vê perspectivas na negociação e prevê que as conversas terminem hoje em reunião na Subdelegacia Regional do Trabalho.


