Ex-funcionários da Armacoz - Indústria e Comécio de Móveis, iniciaram ontem vigília em frente à fábrica. Acompanhados de representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e do Imobiliário de Londrina, os operários decidiram permanecer na fábrica, que demitiu todos os empregados, para impedir que a empresa retire todos os equipamentos e fiquem sem receber os direitos trabalhistas.
De acordo com o presidente do sindicato, Denilson Pestana, e os próprios empregados, a empresa está com salários, férias e 13º salário atrasados, além de não recolher o FGTS nem a Previdência Social há mais de cinco anos. ‘‘Ela já retirou algumas máquinas da fábrica. Se não impedirmos, pode tirar tudo e os trabalhadores ficam sem receber seus direitos’’, disse Pestana.
De acordo com o sindicalista, a crise da empresa é antiga. ‘‘Ela chegou a ter 85 funcionários. Agora tem apenas 16 - todos cumprindo aviso prévio em casa até o próximo dia 12’’, detalhou Pestana. Há cerca de dois meses o sindicato tentou negociar uma garantia das verbas trabalhistas. A empresa não aceitou.
‘‘Depois da demissão coletiva, fizemos nova tentativa de garantir o pagamento das verbas rescisórias. A direção da empresa aceitou, mas argumentou que precisaria de um parecer do advogado, que estaria em Curitiba. Descobrimos que não era verdade’’, conta Denilson Pestana. ‘‘Deduzimos que a empresa queria apenas ganhar tempo e, talvez, retirar todas as máquinas da fábrica.’’ Pestana disse ainda que o sindicato estuda uma forma legal (arresto de bens) de garantir os direitos trabalhistas.
O proprietário da fábrica, Francisco Caetano, não foi localizado e o gerente, João Marafon, não quis falar sobre o caso.

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