Faixas de protesto marcaram a manifestação realizada pelos ex-funcionários do Hospital Evangélico (HE) junto com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviços de Saúde de Londrina (SinSaúde). Eles se reuniram em frente ao hospital ontem pela manhã e paralisaram o trânsito momentaneamento. Os manifestantes cobraram providências para a falta do pagamento da rescisão contratual. Segundo a presidente do SinSaúde, Ana Maria Cruz, 108 funcionários demitidos não receberam a rescisão.
Ana Maria contou que um grupo se reuniu com a direção do hospital buscando uma definição para o problema. Porém, ela afirmou que o HE disse não ter previsão de quando as rescisões serão acertadas e acenou para a possibilidade de que novas demissões podem ocorrer. O hospital possui 220 leitos para internação e atualmente está com 870 funcionários. ''Estamos preocupados com a qualidade na assistência aos pacientes, os funcionários estão sobrecarregados'', salientou Ana Maria.
A gestora administrativa do HE, Marisa Ferracin, afirmou que o hospital está tentando resolver a situação. ''Sabemos que é um problema grave'', apontou. Porém, não apresentou datas para o pagamento das rescisões. Marisa ressaltou que a crise financeira do hospital é antiga e que o fato só teria vindo à tona agora quando houve a mudança na direção do local. ''A crise está inviabilizando o pagamento das recissões'', explicou.
Sobre novas demissões, a gestora apontou que há consultores trabalhando no hospital e é com base no relato deles que vai ser definido se isso será necessário. Ela disse ainda que os funcionários não estão sobrecarregados, mas ''trabalhando junto com a direção para melhorar a situação''. Ontem à noite os gestores se reuniriam com representantes do Conselho Municipal de Sa© úde em busca de soluções.

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