Funcionários de zoológico fazem greve por salários
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Os funcionários do Zoológico Bosque Guarani, em Foz do Iguaçu, estão em greve por falta de pagamento. Para que os 250 animais não passem fome, veterinários estão cuidando da alimentação e limpeza dos viveiros e jaulas.
Segundo os oito homens que trabalham como tratadores e zeladores do local, além dos salários estarem atrasados há três meses, eles não recebem qualquer benefício trabalhista por não serem registrados em carteira e nem terem contratos assinados. Até pouco tempo recebíamos com RPS (Recibo de Pagamento de Serviço). Agora nem isso temos mais. Queremos os atrasados e também a regulamentação profissional, explicou José Sinésio Ponciano, um dos mais experientes profissionais na área que atua na região Oeste.
Ele passou a cuidar do bosque em março de 1993, data de inauguração do local, depois de trabalhar 14 anos no Refúgio Ecológico e no Ecomuseu de Itaipu, locais onde são mantidos animais e plantas da região para pesquisas e tratamentos. Está havendo um jogo de empurra-empurra em relação ao nosso caso, por isso decidimos pela greve. Gostamos muito dos animais mas temos que nos preocupar com a família, apontou Ponciano.
O secretário do Meio Ambiente, Vilson Bastos, contestou o prazo dos atrasados apontado pelos grevistas e disse que já havia negociado o pagamento para esta semana. O atraso é apenas de setembro, enquanto outubro vencerá sexta-feira. Até lá, também resolveremos as questões trabalhistas, afirmou Bastos, referindo-se a reorganização no quadro funcional da prefeitura para que não ocorra problemas com as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O zoológico de Foz recebe cerca de 4 mil visitantes todas as semanas e conta com espécies raras, como onça-pintada, lobo-guará e tucanos. Apesar da greve, o atendimento aos turistas continua normal.


