Os funcionários do Zoológico Bosque Guarani, em Foz do Iguaçu, estão em greve por falta de pagamento. Para que os 250 animais não passem fome, veterinários estão cuidando da alimentação e limpeza dos viveiros e jaulas.
Segundo os oito homens que trabalham como tratadores e zeladores do local, além dos salários estarem atrasados há três meses, eles não recebem qualquer benefício trabalhista por não serem registrados em carteira e nem terem contratos assinados. ‘‘Até pouco tempo recebíamos com RPS (Recibo de Pagamento de Serviço). Agora nem isso temos mais. Queremos os atrasados e também a regulamentação profissional’’, explicou José Sinésio Ponciano, um dos mais experientes profissionais na área que atua na região Oeste.
Ele passou a cuidar do bosque em março de 1993, data de inauguração do local, depois de trabalhar 14 anos no Refúgio Ecológico e no Ecomuseu de Itaipu, locais onde são mantidos animais e plantas da região para pesquisas e tratamentos. ‘‘Está havendo um jogo de empurra-empurra em relação ao nosso caso, por isso decidimos pela greve. Gostamos muito dos animais mas temos que nos preocupar com a família’’, apontou Ponciano.
O secretário do Meio Ambiente, Vilson Bastos, contestou o prazo dos atrasados apontado pelos grevistas e disse que já havia negociado o pagamento para esta semana. ‘‘O atraso é apenas de setembro, enquanto outubro vencerá sexta-feira. Até lá, também resolveremos as questões trabalhistas’’, afirmou Bastos, referindo-se a reorganização no quadro funcional da prefeitura para que não ocorra problemas com as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O zoológico de Foz recebe cerca de 4 mil visitantes todas as semanas e conta com espécies raras, como onça-pintada, lobo-guará e tucanos. Apesar da greve, o atendimento aos turistas continua normal.

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