Funcionários de hotel contestam denúncia contra PMs
Paulo Ubiratan
Londrina
O empresário Élio Garcia que denunciou por extorsão os policiais militares Zelito Souza dos Santos e Roberto Alves Barbosa, de Londrina, está sendo contestado por testemunhas dos acusados. Garcia contou que os dois policiais teriam pedido R$ 5 mil para não prender o assaltante paulista Osvaldo Custódio, que estava hospedado no Hotel Cravinhos, no centro da cidade. Custódio era fugitivo da prisão de Sorocaba (SP), onde cumpria pena de 19 anos por assalto a bancos.
No seu depoimento na polícia, Élio afirmou que os policiais foram até a sua casa junto com o assaltante e tentaram tirar-lhe o dinheiro. Ele teria dito que não possuía esta quantia e os policiais militares, então, teriam levado o assaltante para a 10ª Subdivisão Policial (SDP), onde ficou preso. No caso também estaria envolvido o investigador Wilson Cardoso, conhecido por Cardozinho, afastado no ano passado da 10ª SDP acusado de corrupção.
Ontem dois funcionários do Hotel Cravinhos, João Lucio Gonçalves e Luis Carlos Machado, declararam à Folha que os policiais militares prenderam Custódio e o levaram direto para a 10ª SDP. Eles também contaram que no dia anterior à prisão o ladrão teria sido visitado por Cardozinho. João Lúcio, que trabalha na portaria do hotel, garantiu que era Élio Garcia quem pagava as diárias para Custódio e apresentava-se como seu patrão.
O delegado-adjunto da 10ª SDP Acácio Azevedo deverá ouvir amanhã os funcionários. Se confirmada a versão deles, o empresário e Cardozinho também serão ouvidos.





