Ortigueira - A Polícia Civil de Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana) abriu inquérito para apurar a morte do agropecuarista londrinense Mário Fuganti Júnior, 41 anos, ocorrida na última quinta-feira na fazenda da família. O delegado Durval Athayde Filho admitiu ontem a hipótese de execução, já que aparentemente pouca coisa foi roubada da sede da propriedade.
  Funcionários da fazenda já foram intimados a prestar depoimento sobre o caso e, segundo o delegado, uma equipe de investigadores da 18ª Subdivisão Policial de Telêmaco Borba irá auxiliar no caso. Eles devem ser ouvidos nesta semana. No início da tarde de ontem os policiais aguardavam familiares da vítima para irem juntos à propriedade – localizada a cerca de 70 quilômetros da cidade – fazer um levantamento do que foi roubado.
  De acordo com informações da família, Fuganti tinha acabado de receber R$ 1,2 mil como pagamento de um arrendamento. Já se sabe que os criminosos levaram um GPS (aparelho de rastreamento por satélite) e uma luneta de visão noturna. Os familiares não descartam a possibilidade de um crime por vingança, mas dizem não imaginar o que poderia ter levado a isso. ‘‘É difícil de acreditar nisso porque o Marinho era uma pessoa muito querida’’, afirmou a irmã, Bárbara Elizabeth Fuganti.
  Segundo testemunhas, o agropecuarista foi morto quando chegava a pé na propriedade, no final da tarde, por dois homens em uma motocicleta. Fuganti morava sozinho na fazenda há um ano e estava começando a abrir a propriedade para plantio.
  Três funcionários da fazenda foram rendidos pelos assaltantes e passaram a noite amarrados. Na manhã do dia seguinte, quando conseguiram se soltar, os funcionários saíram à procura de Fuganti, que foi encontrado morto em uma mata nativa próximo à entrada da propriedade. A vítima não era casada e tinha dois filhos, uma menina de 12 anos e um menino de 13. O corpo do agropecuarista, filho de uma das famílias tradicionais de Londrina, foi enterrado no último sábado, no Cemitério Parque das Oliveiras.

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