Para os pequenos alunos do Centro de Educação Infantil (CEI) Alaíde Fausto de Souza, na Vila Nova (Área Central), a segunda-feira não significou o retorno às atividades escolares. Sem receber o pagamento dos meses de dezembro e janeiro, os cinco professores que atendem as 82 crianças entraram em greve e só devem retornar ao trabalho quando o débito for acertado.
De acordo com o tesoureiro do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro), Diego Mendes de Carvalho, os professores também não receberam o adicional de um terço referente às férias. ''Falta uma entidade mantenedora que invista na instituição, pois apenas os recursos municipais não são suficientes.'' Segundo ele, os professores reclamam também de falta de estrutura para trabalhar. O problema é recorrente em outras instituições filantrópicas.
No final do ano passado, os professores da CEI Padre Boaventura, no Jardim São Lourenço (Zona Sul), paralisaram as atividades por falta de salário e estrutura para trabalhar. Como as dificuldades não foram sanadas, a instituição pode entrar em greve a partir de hoje. Outros três CEIs enfrentam situação semelhante e também podem parar.
Sem saber da paralisação, Dirce de Fátima chegou à escola para deixar Guilherme, três anos, e preparava-se para levar o garoto para o trabalho. ''Não tenho ninguém para ficar com ele'', lamentou. Elen Lourdes Simões teve que faltar ao trabalho para ficar com Welen, 4. ''É um absurdo deixar de trabalhar em plena segunda-feira'', reclamou a mãe, lembrando que os pais pagam R$ 50,00 por mês para ajudar nas despesas das crianças.
A diretora Lucilene Trindade Pereira Milbratz, presidente da Associação Alaíde Fausto de Souza, que mantém a escola, justificou que os pagamentos não foram feitos porque houve atraso na renovação do convênio com a prefeitura. ''O último repasse foi no dia 4 de dezembro. O dinheiro que está atrasado deve ser depositado ainda nesta semana.'' A folha de pagamento dos nove funcionários é de R$ 6 mil. (C.A.)

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