Os funcionários da empresa Vega Engenharia Ambiental, responsável pela coleta de lixo em Londrina, entraram em greve ontem de manhã, mas no final da tarde, depois de três reuniões com a diretoria da empresa, resolveram retornar ao trabalho. Segundo o presidente da Federação de Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná, Manassés Oliveira, a categoria decidiu em assembléia aceitar a contra proposta da Vega Engenharia. ‘‘Hoje (ontem) alguns funcionários que não acompanharam as reuniões durante todo o dia retornarão ao trabalho, mas a maioria estará de volta à coleta do lixo amanhã (hoje) de manh㒒, comentou.
Oliveira disse que a categoria resolveu entrar em greve porque estavam sem reajuste salarial há 24 meses. Os 135 garis e motoristas dos caminhões coletores de lixo reinvidicavam reposição salarial de 100% da inflação no período, 10% de aumento real no salário e a efetivação do Programa de Participação de Funcionários em lucros e resultados (PPF), assinado há dois anos. ‘‘A empresa não repassa os dados e não temos como saber se está dando lucro ou não’’, disse Manassés. Segundo ele, um coletor de lixo ganha R$ 305,00, mais R$ 64,00 de insalubridade e tíquite alimentação no valor de R$ 105,00. Ele não soube informar qual seria o valor do salário com os reajustes pedidos.
Após a reunião com a diretoria da empresa ficou acertado, segundo o líder sindical, que a Vega pagaria um abono de 11,13% sobre o salário, cerca de R$ 150,00 divididos em três meses. Os funcionários também conseguiram um aumento de 20,6% sobre o valor do tíquete alimentação, passando para R$ 130,00. No acordo ficou estabelecido que a empresa vai aumentar para 75% a sua participação do plano de saúde.
Ficou acordado ainda que nos próximos três meses serão sorteadas 12 cestas básicas para o pessoal que não faltar ao trabalho. No terceiro mês, 10 cestas e a partir daí seis cestas. Oliveira explicou que isso faz parte de uma estratégia para estimular o funcionário a não faltar ao trabalho, e com isso será possível colocar em prática o PPF.
Ontem com a paralisação, segundo Rafael Fuentes, diretor de manutenção e serviços da Comurb, a coleta de lixo hospitalar foi feita normalmente e 40% da frota fez a coleta do lixo nos bairros. Pela manhã, na região norte da cidade já era possível sentir os efeitos da greve, com o acúmulo de lixo nas calçadas.

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