O suspeito de ter participado do assalto ao avião da Vasp chegou na tarde de ontem a Foz do Iguaçu, onde passou por uma sessão de reconhecimento com algumas das dez testemunhas intimadas a comparecer na delegacia da Polícia Federal.
Gerson Palermo deve voltar a Londrina ainda hoje, juntamente com os investigadores comandados pelo delegado responsável pelo caso, Sandro Roberto Viana dos Santos.
O jato que transportou Palermo e outros quatro policiais federais de Londrina chegou ao Aeroporto Internacional de Foz às 14h20. Uma equipe de 14 pessoas estava na pista fazendo a segurança do acusado, que desceu do avião encapuzado e com as algemas escondidas sob um casaco.
Depois de entrar em um carro da PF, ele foi encaminhado à delegacia pelo portão dos fundos e levado até a sala onde as testemunhas eram chamadas para reconhecê-lo.
Segundo o delegado-chefe da PF em Foz, Eudes Carneiro, o preso passaria a noite no prédio. ‘‘Um reconhecimento demora pelo menos uma hora. O trabalho deve se estender até a madrugada’’, explicou Carneiro, sem esclarecer quais seriam as testemunhas que iriam à delegacia.
Até o final da tarde de ontem, compareceram somente três atendentes da Vasp e o gerente José Benedito da Silva. Todos trabalham no escritório da empresa, localizado dentro do aeroporto, e foram chamados para confirmar se teriam visto o suspeito comprando passagens ou embarcando no Boeing 737-200 sequestrado e assaltado.
Foi levantado ontem a possibilidade de funcionários de dois hotéis da cidade também comparecerem para fazer o reconhecimento, pois existe a suspeita que Palermo teria se hospedado na cidade usando o sobrenome da mãe (Spacini) dias antes do assalto.
Funcionários da Infraero de Foz também deverão ser chamados, apesar de o superintendente Sérgio Canez ter dito ontem que não havia sido informado oficialmente sobre a convocação de qualquer integrante da sua equipe.
No início da noite de ontem, pouco depois das 20 horas, os três atendentes da Vasp e o gerente José Benedito da Silva deixaram a sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Acompanhados pelo advogado da empresa, os quatro disseram apenas que não reconheceram Gerson Palermo.

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