Porecatu - Funcionários, motoristas e tratoristas da Usina Central de Porecatu (85 km ao norte de Londrina) estão em greve desde anteontem à noite. Eles reivindicam reajuste salarial, melhoria das condições de trabalho e volta de turno de revezamento de escala de trabalho. Ontem, o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Londrina (Sintrol), João Batista da Silva, disse que hoje iria para Porecatu conversar com os grevistas.
Segundo ele, a greve foi iniciada pelos industriários, que pediram apoio do Sintrol por não reconhecerem a representatividade do sindicato da categoria, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Porecatu. A visita será acompanhada por policiais militares. Tal medida foi requerida baseada em denúncia de que diretores da empresa estariam fazendo ameaças físicas aos grevistas.
No dia 27 de julho, conforme Silva, o diretor-financeiro da Usina, Jaime Planas Navarro teria agredido moralmente e feito ameaças de agressão física a três diretores do sindicato que estavam distribuindo boletins informativos aos funcionários da usina. Em carta dirigida ao Comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, o sindicato informa sobre possível contratação de ''pistoleiros jagunços''.
''Desde o início do ano estamos tentando negociar pelos meios institucionais, mas a diretoria da usina vem mantendo uma posição hostil e indiferente'', disse Silva. Entre as reivindicações dos rodoviários, estão o reajuste salarial de 15% e adicional de 100% para hora extra. A Folha tentou falar com diretores da Usina Central de Porecatu, mas funcionários informaram que expediente já tinha sido encerrado.

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