Servidores técnico-administrativos dos câmpus regionais da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que estão em greve desde quarta-feira, realizaram manifestação ontem, na reitoria, em Cascavel, contra a demora na implantação do plano de carreira. O plano foi aprovado em maio de 1997 pela Assembléia Legislativa, mas um dos artigos, que trata da progressão funcional, até hoje não foi regulamentado,impedindo que os servidores possam ascender na carreira.
Segundo dirigentes da Associação dos Funcionários da Unioeste/Cascavel (Afuvel) e do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), isso resulta em desmotivação geral, além dos prejuízos financeiros. As duas entidades lideram os protestos, sem prazo para serem encerrados.
A reitoria, que já manifestou solidariedade à reivindicação, explica que os servidores e professores fazem parte do quadro geral de funcionários do Estado, e são apenas ‘‘lotados’’ na universidade. Por isso, a definição sobre o plano não seria de sua competência. Os servidores retrucam que a Unioeste tornou-se responsável ao assinar o acordo de autonomia, em março.

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