Londrina - Funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) participam, no campus da instituição, do treinamento "Educação em Saúde: Ações para Prevenção e controle da Dengue", de reconhecimento de focos de mosquito Aedes aegypti. Cerca de 80 servidores receberam um treinamento teórico e prático ontem, e outros 80 devem passar pela capacitação hoje, em uma parceria da instituição com o setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde.
Nas palestras os funcionários eram informados sobre o mosquito, seus possíveis criadouros e formas de combate. Já a parte prática foi feita com ajuda de dez agentes de Endemias, que foram separados em grupos e andaram pelo campus mostrando criadouros, ou focos de possível criação do mosquito para os funcionários, e a forma correta de eliminar as larvas, com armazenamento em recipientes, que evitem a proliferação do Aedes aegypti.
A educadora em Saúde e servidora municipal Lucimara Vasconcelos explica que o objetivo da iniciativa é multiplicar ações. "Queremos treinar os funcionários para que eles saibam identificar os focos e criadouros, e passem esse conhecimento a todos os outros funcionários."
Lucimara informou ainda que o Ministério da Saúde indica um prazo máximo de dois meses entre as visitas para perceber e eliminar focos da dengue. "Mas nem sempre é possível fazer nesse tempo, algumas ações são prioritárias. Então se os próprios funcionários cuidarem do campus, nosso trabalho fica mais eficiente."
O auxiliar operacional da Fazenda Escola, Francisco Figueiredo da Silva, ressaltou que é fundamental esse trabalho, já que na instituição há um fluxo muito grande de alunos. "Aqui tem muito trânsito de pessoas, e é praticamente impossível que não acumule lixo e acabe formando focos do mosquito. Então esse treinamento é fundamental", acredita. Ele salientou ainda que o trabalho deveria ser feito com os alunos também. "Eles deveriam ter essa consciência, de jogar menos coisas por aí. É uma questão de saúde, e principalmente saúde deles".
Donizete de Oliveira, que trabalha na coleta de lixo da UEL há mais de 20 anos, tem a mesma opinião. "Eles são tão estudados, e para essas coisas básicas de não jogar lixo por aí não prestam atenção. Quem sabe a próxima geração, ou daqui uns cem anos, o pessoal mude essa cultura."

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