Funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL), paralisados desde o último dia 17, foram ontem para o Cine Teatro Ouro Verde, área central, doar sangue para o Hemocentro do Hospital Universitário (HU). Com a greve, o banco de sangue estava desfalcado e precisava ser reposto. Os cerca de 3,8 mil servidores da UEL, como as demais categorias do funcionalismo público estadual, reivindicam reposição salarial de 50,03%, que não é paga desde 1996. Cerca de 1,7 mil funcionários trabalham no HU e no Hospital de Clínicas.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnicos-Adminstrativos (ASSUEL), Itamar Nascimento, os funcionários prometem radicalizar se o governo estadual descontar os dias parados, como prometeu na reunião que ocorreu no início desta semana com representantes dos sindicatos. Nascimento afirmou que o governo está propenso a apresentar uma proposta de pagamento da reposição salarial, que passaria a vigorar a partir de janeiro do ano que vem.
Apesar disso, ele não acredita que o Estado vá pagar o índice integral de 50,3% exigido pelo funcionalismo. Ainda segundo Nascimento, o governo sinalizou que deve atender primeiro os funcionários que ganham salário menor.
Os servidores da UEL continuam acampados no estacionamento da reitoria da UEL e devem participar hoje do manifesto em frente ao Núcleo Regional de Educação, centro de Londrina.

mockup