Maringá Funcionários da Transporte Coletivo Cidade Cancão (TCCC), empresa responsável pelo serviço em Maringá, estiveram ontem à tarde na Câmara Municipal pedindo aos vereadores que mantenham o contrato com a prefeitura. Documento assinado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Maringá e pela Associação dos Funcionários da TCCC questionam o decreto do prefeito José Claudio Pereira (PT), que anula o contrato com a empresa e determina a abertura de licitação pública no setor.
Com faixas e cartazes, os funcionários insistiram que a quebra do contrato com a TCCC vai representar desemprego. De acordo com o presidente do sindicato, Ronaldo José da Silva, a TCCC tem 800 funcionários e cerca de 10% têm mais de 40 anos. ''São funcionários que dificilmente terão chance de arrumar emprego no mercado de trabalho'', afirmou.
A presença dos funcionários da TCCC acirrou ainda mais as divergências entre os vereadores em relação ao decreto municipal. O presidente da Câmara, John Correa (PMDB), disse aos funcionários que a assessoria jurídica da Casa tem um parecer indicando que o processo que originou a quebra do contrato com a TCCC está cheio de irregularidades.
Ele fez questão de frisar ser contra a atitude do prefeito e disse que na próxima segunda-feira os vereadores vão se reunir para decidir o que a Câmara fará em relação ao decreto. ''Vai ser uma decisão política porque há vereadores que entendem a mesma questão de maneira diferente'', adiantou. Correa fez críticas severas ao procurador jurídico da prefeitura, Alaércio Cardoso, afirmando que ele não conhece ou faz que não conhece a Lei Orgânica do município.
Conforme Correa, o processo instaurado pela prefeitura contra a TCCC é de uma total ''imbecilidade''. Outros vereadores também declararam apoio aos funcionários da TCCC e afirmaram que vão votar pela anulação do ato do prefeito.
Os vereadores que querem a quebra do monopólio defenderam a tese de que o fim do contrato é necessário para obedecer a Constituição Federal de 88, que prevê a realização de licitação pública para todo serviço púlbico. De acordo com a vereadora Marly Martins (PPB), em outros municípios brasileiros onde ocorreu a quebra do monopólio do serviço de transporte coletivo, os preços das tarifas são menores do que em Maringá e os funcionários das respectivas empresas passaram a ter um salário melhor. Ela disse que o fim do contrato com a TCCC é necessária em respeito à Constituição.

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