Toledo O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Toledo e Região (SindiSaúde) realizou, ontem, uma passeata seguida de ''panelaço'' pelas principais ruas da cidade para chamar a atenção dos empregadores e da população para as reivindicações da categoria. A direção da entidade ameaça deflagrar greve a partir de hoje, caso suas reivindicações não sejam atendidas.
Os funcionários pedem uma reposição salarial de 21%, mais um aumento real de 10% para todos os níveis. Da pauta constam ainda o pagamento por parte das empresas de uma cesta básica de alimentos no valor de R$ 50,00, aumento da porcentagem paga à título de insalubridade dos atuais 20 para 40% sobre os salários, mais a redução da jornada de trabalho semanal de 40 para 36 horas. O menor salário da categoria atualmente é R$ 240,00. Segundo estudos do SindiSaúde, baseados em dados do Dieese, o mínimo aceitável seria um salário de R$ 350,00.
A presidente do SindiSaúde, Maria Aparecida da Silva, afirma que os trabalhadores do setor estão sem receber qualquer tipo de reposição salarial desde 1998, e que a defasagem chegou à um nível insuportável. ''Não temos mais como sobreviver com estes salários. Tentamos negociar com os patrões, mas eles continuam intransigentes e o caminho infelizmente deverá ser a greve'', diz a sindicalista.
Maria Aparecida informou que a Assessoria Jurídica da Entidade está em Curitiba para tentar uma negociação através da Federação dos Hospitais do Estado do Paraná (Fehospar), no sentido de que se evite a greve.
A assessora jurídica da Fehospar, Ana Paula Conti, informou que foram apresentadas contrapropostas não aceitas pelo SindiSaúde. Ela comentou que se for deflagrada greve hoje, o movimento será ''inconstitucional'', já que a Federação dos Hospitais não foi notificada com 72 horas de antecedência, como determina a legislação brasileira.

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