Ney de SouzaValdiney Vieira, Sindicato da SaúdeTerminou ontem às 13 horas a greve dos funcionários da Santa Casa de Foz do Iguaçu, principal hospital de atendimento público da cidade. A greve chegou ao fim depois de sete dias de paralisação porque a prefeitura fez o repasse de R$ 164 mil para o hospital. O dinheiro, referente a uma dívida da prefeitura com a Santa Casa, foi usado para pagar aos funcionários.
O repasse do dinheiro foi feito ontem durante uma reunião entre a Secretaria Municipal de Saúde, Santa Casa, Ordem dos Advogados do Brasil, Câmara de Vereadores, Promotoria Pública, Núcleo Regional de Educação, Conselho Municipal de Saúde e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu e Região.
Os funcionários entraram em greve na semana passada depois que o hospital atrasou os salários de janeiro. Eles reclamavam também que os salários são pagos com atraso desde a metade do ano passado. A paralisação teve adesão de 100% dos funcionários. Cerca de 80 funcionários continuaram trabalhando, em esquema de revezamento, para manter o hospital funcionando. Desde quarta-feira, os internamentos e cirurgias programadas estavam suspensos.
A direção da Santa Casa alegou que não tinha recursos para fazer o pagamento de janeiro porque a prefeitura não pagava os atendimentos de urgência e emergência que são feitos pelo hospital através de um convênio com o Município.
O secretário municipal de Saúde, Sadi Buzanelo, justificou o atraso como parte do processo de emissão de verbas pelo Poder Público, que depende de trâmites burocráticos. ‘‘Se a greve aconteceu por causa do atraso desse pagamento, nós só temos que pedir desculpas’’, disse.
O diretor-administrativo da Santa Casa, João Muller, disse que o dinheiro resolve ‘‘todas as pendências financeiras da administração com os funcionários’’.
O presidente do sindicato da categoria, Valdiney Freitas Vieira, ressaltou que a direção do hospital se comprometeu em regularizar os pagamentos dos funcionários, que há oito meses vem sendo feito com atraso. ‘‘Agora é esperar para ver o que acontecerá no próximo mês’’.

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