Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram se manter em assembléia permanente até a próxima quarta-feira, quando será deliberada a manutenção ou suspensão da greve. Esse é o prazo para o governo federal formalizar as propostas apresentadas à categoria, em rodadas de negociação realizadas durante a semana. A decisão da assembléia seguiu orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
Na reunião entre Fasubra e o MEC, anteontem, ficou definido que o governo encaminharia um projeto de lei para o Congresso na segunda-feira, além de liberar o pagamento para os técnicos. As lideranças parlamentares se comprometeram a votar o regime de urgência urgentíssima na terça. ''Queremos o compromisso por escrito, pois já estamos calejados'', disse Ieda Neves de Almeida, diretora social adjunta do Sinditest (que representa os servidores da UFPR), Ieda Neves de Almeida, ao se referir à última greve, quando os servidores retornaram ao trabalho e o governo não teria atendido as reivindicações.
Os professores da UFPR também realizaram assembléia ontem para discutir a proposta do MEC de reajustar em 30% a Gratificação de Estímulo à Docência (GED) e Gratificação de Incentivo à Docência (GID) - pagas respectivamente aos docentes que atuam no ensino superior e técnico. Mas não houve avanço. Eles manterão o movimento e só negociarão quando o MEC liberar o pagamento de setembro. A mesma posição foi firmada, ontem, pelos professores do Centro Federal de Educação Tecnologia do Paraná (Cefet-PR).
Diferente do que informou o vice-presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), Ricardo Costa de Oliveira, não houve reunião do Conselho Universitário ontem para discutir o cancelamento do vestibular. A reunião, segundo a assessoria de imprensa da UFPR, será na próxima terça-feira, conforme agendou o reitor Carlos Antunes dos Santos Nascimento.

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