Marcos BorgesBraços cruzadosOs funcionários parados se concentraram em frente ao prédio da empresa para esperar o pagamentoCerca de 200 funcionários da construtora Encol paralisaram as atividades ontem em protesto ao atraso no pagamento do salário do mês de março. A intenção do Sindicato da Construção Civil era manter o movimento até que o pagamento fosse efetuado. Segundo o gerente de suprimentos da empresa, Cláudio Marcelo Andrade de Oliveira, o pagamento seria feito ainda ontem.
O presidente do Sindicato da Construção Civil, Denílson Pestana, informou que entraram em greve todos os funcionários da produção, que engloba a categoria da construção civil. O impasse foi ocasionado pelo atraso no pagamento do mês de março e não cumprimento de parte do acordo entre Sindicato e Encol para colocar em dia os vencimentos dos funcionários.
De acordo com Cláudio de Oliveira, a empresa havia se comprometido a pagar o tíquete refeição, o vale e o salário de março dia 11 de abril. ‘‘Não conseguimos cumprir o acordo integralmente. Efetuamos o pagamento do vale e do tíquete’’, esclareceu.
De acordo com o Sindicato, paralisaram as atividades o pessoal do Núcleo de Componentes da Encol (canteiro central da empresa), localizado em Cambé, e o de três obras que estão sendo construídas em Londrina. Os funcionários em greve fizeram um protesto na frente da empresa ontem à tarde.
‘‘Nossa intenção é continuar com protestos diários em frente à empresa até que sejam efetuados os pagamentos, caso não saiam hoje (ontem)’’, adiantou Pestana. Ele informou ainda que a empresa também não está em dia com o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). ‘‘A empresa não faz o repasse do FGTS há dois anos.’’
Cláudio de Oliveira informou que o pagamento do FGTS está sendo negociado a nível nacional. ‘‘Mas todos os funcionários que saem da empresa têm o FGTS depositado’’, garantiu. Ele acrescentou que a empresa está trabalhando no sentido de não mais atrasar o pagamento dos salários dos funcionários.
Segundo ele, ocorreram dificuldades para cumprir o acordo firmado com o Sindicato apenas em Londrina e Bauru, das sete cidades que compõem a regional de Londrina. A Encol atua em 65 cidades em todo o País.

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