Funcionários da Embrapa fazem protesto
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quarta-feira, 12 de junho de 2002
Phoenix Finardi<br>Reportagem local 
Os 300 funcionários da Embrapa em Londrina participaram ontem de uma paralisação nacional. O protesto, de apenas um dia, levou os trabalhadores até o Calçadão (área central), onde eles distribuíram 300 quilos de soja em saquinhos de meio quilo, além de receitas de como aproveitar o grão na preparação de leite, pães e saladas.
O motivo da mobilização foi pressionar a diretoria da Embrapa a retomar as negociações salariais, paralisadas desde o mês passado. São mais de nove mil funcionários no país. Eles pedem reajuste salarial de 20% e a única proposta feita pela Embrapa, até agora, foi de 2%. Esta é a segunda paralisação de um dia feita pelos funcionários, que têm data base em maio.
Outra preocupação dos trabalhadores é o orçamento para pesquisa. Este ano o orçamento caiu pela metade com relação ao ano passado, denunciou a presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento Agrário, Roseli Rossi Cardoso. Ano passado o governo liberou US$ 500 mil e este ano só aprovou US$ 250 mil dólares.
O chefe-geral da Embrapa Soja/Londrina, Caio Vidor, reconhece que a negociação está difícil. A Embrapa não tem muita flexibilidade para negociar porque o orçamento da empresa é regulado pelo Governo Federal. Em 2001, o governo ofereceu o mesmo índice deste ano, 2% e a questão foi resolvida pela Justiça, que determinou um reajuste de 4%. Este ano deve acontecer a mesma coisa previu Vidor.
Ele negou que a Embrapa tenha diminuído os recursos para pesquisa: Se a gente fizer a conta em reais, que é o dinheiro do nosso país, nos últimos cinco anos os investimentos na área de pesquisa aumentaram afirmou. Segundo a Embrapa, o orçamento da empresa pulou de R$ 164.700 mil reais em 1997 para R$ 168.519 mil reais este ano.


