Funcionários da Cavo não vão entrar em greve
Anna Camanducaia
Os funcionários da Cavo - responsável pela coleta de lixo em Curitiba - decidiram ontem, em assembléia, que não vão entrar em greve. Eles aceitaram parte das propostas feitas pela empresa.
Os empregados concordaram com o reajuste salarial de 4,47% e aumento de 25% no valor do tíquete-refeição, de R$ 2,40 para R$ 3,00. O salário do varredor será de R$ 280,00 e o do coletor, R$ 320,00. Além disso, eles receberão R$ 75,00 de tíquete-refeição e R$ 40,00 de vale-cesta. Coletores e varredores trabalham 44 horas por semana. Diariamente, 1.100 toneladas de lixo são recolhidas em Curitiba.
Hoje, os funcionários da Cavo receberão cerca de 30% a mais no salário, devido ao Programa de Participação nos Resultados. Esta será a primeira vez que os empregados recebem uma porcentagem sobre os lucros da empresa. O pagamento será feito a cada semestre. O programa foi discutido ontem, na assembléia, mas é um acordo firmado desde setembro do ano passado.
A categoria não aceitou outras propostas da Cavo - fim do vale no dia 20 de cada mês, o fim do quadriênio, o banco de horas, a conversão de horista para mensalista pela média de fevereiro, a entrada 15 minutos antes e a tolerância do mesmo tempo na hora da saída.
Cerca de 700 empregados, de um total de 2 mil, estiveram na assembléia realizada ontem.
Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados nas Empresas de Asseio e Conservação do Paraná, Manassés Oliveira, 70% decidiram pela continuidade do trabalho.





