Funcionários do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba reclamam da falta de estrutura do órgão para trabalhar. Segundo eles, não há material químico para a realização de exames, nem papel, fita para máquinas de escrever e até pessoal para datilografar resultados de exames. O diretor do IML, Francisco Moraes e Silva, minimiza a situação dizendo que as dificuldades acontecem esporadicamente, e que sempre que necessitam o governo do Estado viabiliza recursos para sanar as dificuldades.
A chefe da Divisão de Laboratórios do IML, que atende toda a Região Metropolitana e mais 36 municípios localizados entre as divisas do Paraná com São Paulo e Santa Catarina, diz que a falta de material acaba prejudicando a realização de exames. Quando isso acontece, os materiais biológicos dos corpos - como urina, sangue, vísceras e esperma - podem ser perdidos, já que duram, em média, 30 dias na geladeira. Dependendo da forma que foram acondicionados, depois disso não podem mais ser utilizados.
As dificuldades, segundo o diretor do IML, surgem por causa do aumento da demanda. O principal motivo seria o aumento no número de atendimentos realizados. ‘‘Registramos um aumento de 15% ao ano na procura pelo IML’’, diz Silva. Anualmente, o instituto realiza cerca de 110 mil perícias em todo o Paraná, sendo que a maioria - 90 mil - só na sede de Curitiba.
O diretor acredita que os problemas enfrentados pelo IML poderão serem sanados até o segundo semestre deste ano, com a implantação do programa ‘‘A polícia próxima do cidadão’’, da Secretaria Estadual da Segurança Pública. Com este projeto os institutos técnicos de polícia, inclusive o IML, serão descentralizados e poderão contar com a participação da comunidade. O IML poderá fazer convênios com instituições de ensino, entidades internacionais, clubes de serviço.
O IML já apresentou sua proposta à Secretaria da Segurança, que definirá como serão aplicadas. Mesmo com dificuldades de custeio, pessoal e investimento, Silva diz que o IML do Paraná é exemplo para todos os institutos do País.

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