O grupo de empresários que cedeu quatro funcionários administrativos para o Instituto Médico Legal (IML) de Londrina, por 120 dias, cujo prazo venceu no dia 31, decidiu manter os funcionários somente até sexta-feira. A informação foi prestada pelo chefe do IML, legista Antônio Carlos Queiroz, no início da noite de ontem. Sem os funcionários, o órgão pode suspender suas atividades a partir de segunda-feira.
Nem o chefe do IML de Londrina nem a Folha conseguiu informações com a Diretoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública, em Curitiba. Mas Queiroz garantiu que hoje vai apresentar ao diretor-geral da Secretaria a decisão dos empresários e fará um apelo para que sejam contratados pelo menos quatro funcionários, três para o setor administrativo e um motorista. ‘‘Sem este pessoal é impossível manter o funcionamento do IML’’, destacou Queiroz.
O chefe do IML de Londrina revelou que os empresários decidiram suspender a colaboração porque ela provocou a acomodação do governo do Estado. ‘‘Os empresários argumentam que a cessão dos quatro funcionários por 120 dias foi feita exatamente para que a Secretaria de Segurança Pública tivesse tempo suficiente para tomar as devidas providências. Como nada foi feito, decidiram retirar o apoio’’, detalhou Queiroz.

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